Esta exposição convida à escuta sensível de histórias e memórias entrelaçadas com a lendária Ponte da Misarela — um lugar onde a tradição popular transmontana se funde com antigos rituais de fé, fertilidade e resistência. Os testemunhos aqui reunidos foram partilhados por pessoas cujas vidas, de forma direta ou simbólica, se cruzaram com este espaço mítico, marcado por lendas e experiências transmitidas de geração em geração. Através de retratos e palavras, emerge um território íntimo, onde o passado ressoa no presente e a memória coletiva ganha forma.
Maria de Fátima Fernandes, 56 anos Filha da Misarela
"Ouviu falar que se fossem à Misarela eram capazes de nascer bem e quando ficou grávida de mim, resolveu ir lá fazer o batismo."
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José Barroso, 54 anos Filho da Misarela
“Olha o Gervaz, que foi batizado na Misarela!”
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Manuel Perfeito Ferreira, 80 anos Padrinho da Misarela
"Como não apareceu ninguém, fui eu, com a minha filha, que fiz de padrinho e ajudou a realizar o batismo."
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António Lourenço Fontes, 85 anos Padre
"Na travessia da Misarela, há mais fé do que em muitos púlpitos."
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Maria Senhorinha Gonçalves Rua, 71 anos Filha da Misarela
"Diziam, aí, se forem à ponte da Misarela, se vive. E claro, foi um caso que ainda cá estou."
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Maria Senhorinha Mateus Barroso da Silva, 56 anos Filha da Misarela
"A minha mãe já tinha tido duas crianças que perdeu antes de mim."
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Gervásio José Gonçalves Xavier, 66 anos Filho da Misarela
“E assim foi o batismo, e assim se salvou esta peça, Gervásio Xavier.”